Entenda como funciona o CCZ – Centro de Controle de Zoonoses
Giuliano Bartoletti
Diretor de Divisão de Vigilância Sanitária e Zoonoses
11-4715-2942

Entenda como funciona o CCZ – Centro de Controle de Zoonoses

CCZ – Centro de Controle de Zoonoses:

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Alumínio é o órgão responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais (zoonoses), por meio do controle de pragas urbanas como baratas, ratos, mosquitos, entre outros, e pelo controle das populações de animais domésticos como cães e gatos.

Ao contrário do que muita gente pensa, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da Fundação Municipal de Saúde, não cuida de animais, mas de doenças que eles podem transmitir para os serem humanos como:  Leptospirose, Doença de Chagas, Febre Maculosa, Raiva, Dengue entre tantas outras que podem levar as pessoas à morte. Isso não quer dizer que o CCZ seja insensível aos animais.  Ao contrário, através de palestras e em sua página na internet constantemente são passadas informações importantes sobre Posse Responsável e dicas necessárias para que eles tenham boa saúde e os pets estejam por muito tempo ao lado de seus donos.

Eutanásia

O CCZ não sacrifica animais há mais de 10 anos. Essa prática foi abolida anteriormente à lei 12.916 de 2008. A única exceção para a eutanásia é quando o dono apresenta um laudo médico veterinário atestando que o animal está em estado terminal e que não responde mais a tratamentos. Sem esse documento o procedimento não é realizado.

O CCZ também não recolhe animais nas ruas, responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente.

 

 CCZ não é clínica veterinária

Outro engano muito comum é as pessoas acreditarem que o CCZ oferece atendimento médico veterinário. Isso não acontece. Não há equipamentos de raio-x ou de ultrassom, por exemplo. O atendimento veterinário é realizado em casos específicos de zoonoses e castração.

 

A preocupação maior, no entanto, está relacionada às enfermidades que atingem o homem através dos animais. Para alertar as pessoas sobre os riscos de um contato mais próximo com algumas espécies, o CCZ orienta sobre a prevenção de doenças que muitas vezes são desconhecidas da população.

Agentes de Combate às Endemias realizam trabalhos nas residências,  Agentes de Controle de Vetores cuidam de Pontos Estratégicos, como borracharias, reciclagens e Imóveis Especiais como escolas e indústrias.

 

Adoção de Animais:

Adotar é tudo de bom! Além de você ajudar um animal abandonado, você ganha um amigo.

No Centro de Controle de Zoonoses de Alumínio há muitos cães e gatos que aguardam uma família. São diversos animais Sem Raça Definida – SRD, de pelagem curta, longa, filhotes, adultos, idosos, de todas as cores e alguns portadores de deficiências físicas, o que não os impedem de interagir e dar muito amor às pessoas.

Confira cinco benefícios que o animal de estimação pode trazer:

  • Diminui a depressão e a ansiedade da família;
  • Melhora a qualidade de vida da família;
  • Ajuda no desenvolvimento das pessoas com necessidades especiais;
  • Auxilia no desenvolvimento e na socialização das crianças;
  • Colabora para o desenvolvimento do senso de responsabilidades.

 

Que tal então adotar?

Para adotá-los é preciso ser maior de idade, estar portando um documento de identidade e se responsabilizar formalmente. Os interessados devem entrar em contato com o CCZ pelo (11) 4715-5602 ou por meio do Disque Adoção no (11) 4715-7221.

Cuidados a serem tomados por quem quer ter um cão ou um gato de estimação:

  • Providenciar alimentação e água;
  • Fazer a higienização do local onde o animal fica;
  • Dar remédio para verme e levá-lo para tomar vacina contra raiva e viroses, uma vez por ano;
  • Para imunizá-lo, procure um veterinário de confiança, para se sentir seguro em relação à forma de armazenamento da vacina, pois se for armazenada de forma errada ela pode perder o efeito;
  • Se não tiver espaço em casa para o cão se exercitar, é importante levá-lo para passear, para evitar que ele tenha estresse ou problemas comportamentais.

 

Controle de Profilaxia da Raiva e outras Zoonoses:

A vacinação anual contra raiva e outras zoonoses, além de obrigatória por lei, é o fator de maior relevância para garantir a manutenção de controle de doenças em cães e gatos e, por consequência, para a população humana.

Os serviços oferecidos pelo CCZ:

  • Vacinação antirrábica gratuita;
  • Observação de animais agressores (referentes às notificações de agressão feitas pelo serviço de saúde);
  • Recolhimento de animais errantes em estado critico de doenças, atropelados ou agressivos com notificação realizada no serviço de saúde;
  • Animais domiciliados somente serão recolhidos após avaliação técnica se já tiverem agredido alguém, impossibilitando a convivência da família, ou mesmo se forem portadores de doença grave transmissível ao homem;
  • Alojamento, acolhimento e assistência médica – veterinária para os animais do canil, que depois de reabilitados e aptos são encaminhados para adoção.

 

Algumas informações úteis:

  • A partir dos três (03) meses de idade, cães e gatos sem exceção, devem ser vacinados contra raiva todos os anos, incluindo lactantes, cadelas prenhes ou no cio;
  • Não permita que seus cães e gatos tenham livre acesso à rua;
  • Mantenha o animal sob controle ao sair, utilizando coleira e guia;
  • Não toque em animais estranhos, feridos ou que estejam se alimentando;
  • Não aparte briga entre animais, nem mexa com fêmeas e suas crias.

 

Em caso de acidentes por mordedura ou arranhadura de cães e gatos:

  • Lave o ferimento com água e sabão e procure orientação médica;
  • Identifique o animal agressor e seu proprietário para saber se o animal está com as vacinas em dia;
  • Caso o animal não tenha dono, desapareça, adoeça ou morra, procure imediatamente orientação com o Centro de Controle de Zoonoses pelos telefones: (11) 4715-7221.

 

Dengue:

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti em nosso meio ambiente. Para evitar a sua propagação, há necessidade de eliminarmos os locais que acumulam água e servem de criadouro para o mosquito, principalmente em nossas residências.

Alguns cuidados que podemos tomar:

  • Pratos de vasos de plantas devem ser preenchidos com areia;
  • Tampinhas, latinhas e embalagens plásticas devem ser jogadas no lixo e as recicláveis guardadas fora da chuva;
  • Latas, baldes, potes e outros frascos devem ser guardados com a boca para baixo;
  • Caixas d’água devem ser mantidas fechadas com tampas íntegras sem rachaduras ou cobertas com tela tipo mosquiteiro;
  • Piscinas devem ser tratadas com cloro ou cobertas;
  • Pneus devem ser furados ou guardados em locais cobertos;
  • Lonas, aquários, bacias e brinquedos devem ficar longe da chuva;
  • Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos e destinados ao lixo correto;
  • Cuidados especiais para as plantas que acumulam água como BroméliaEspada de São Jorge, ponha água somente na terra.

O programa municipal de controle da dengue é composto das seguintes atividades:

  • Visitas Domiciliares – a cada 60 dias todos os imóveis do município devem receber uma visita do agente de vigilância ambiental;
  • Pontos Estratégicos – são imóveis diferenciados como borracharias, transportadoras, ferros velhos e outros que devem receber visitas quinzenais;
  • Disque Dengue – todas as denúncias recebidas pelo telefone (11) 4715-5602são atendidas em ate 48 horas, através de uma visita técnica com orientações aos munícipes e outras ações, quando necessário;
  • Nebulização – De acordo com a necessidade;
  • Tratamento Larval – realizados em todos os valões que estejam limpos com produtos biológicos, que funcionam como larvicida;
  • Atividades de Bloqueio de Casos de Dengue – esta atividade é realizada em casos de dengue confirmados por laboratório, de acordo com critérios epidemiológicos, realizados pelos técnicos do programa municipal de controle da dengue.

 

Pragas Urbanas:

  • As pragas urbanas são todas as espécies de animais que vivem em áreas urbanas e rurais e oferecem risco à saúde, prejuízos econômicos ou ambos. As pragas migram para as zonas urbanas buscando alimentação e abrigo, o que é proporcionado pelo próprio homem, quando esses mantêm ambientes sujos e quando depositam lixo em locais inadequados. Dentre as principais espécies encontradas em áreas urbanas destacam-se as baratas, ratos, mosquitos, moscas, cupins, formigas e pombos.
  • Todas as denúncias de relatos de pragas recebidas pela população por meio de ofícios, telefones e e-mails são atendidas no prazo de acordo com a demanda. Um técnico é enviado ao local, em até 72 horas, para a realização de uma avaliação técnica e ações de acordo com cada situação.

 

ORIENTAÇÕES PARA CONTROLE DE CARAMUJOS

O verão é um período chuvoso, apesar de os últimos dias terem sido de sol. Mas o Centro de Controle de Zoonoses lembra que após a chuva, os caramujos africanos (que já se tornaram uma praga no Brasil) se proliferam, pois eles gostam de ambientes quentes, úmidos e com sombra. Os quintais das residências e os terrenos abandonados são lugares para a reprodução dos moluscos. Em Alumínio desenvolve um trabalho de orientação em relação aos cuidados com o animal.

A orientação é que o caramujo seja coletado. Quem for fazer a coleta deve estar com as mãos protegidas com luvas ou sacolas plásticas. Depois, o caramujo deve ser colocado em uma lata e queimado. As conchas devem ser quebradas para não acumular água, evitando assim que elas se tornem depósito de larvas do mosquito da DENGUE . Caso os moradores queiram esclarecer alguma dúvida sobre o assunto é só ligar para 4715-5602

O animal chegou ao Brasil na década de 80. Ele foi trazido de forma ilegal, por produtores rurais, como uma alternativa mais rentável para substituir o Escargot. Contudo, a iniciativa não foi bem sucedida. Abandonado, ele se tornou uma praga que poucas pessoas sabem como combater. O molusco transmite a Meningite e o Sinofília, pois ele atua como hospedeiro intermediário de um verme, o Angiostrongylus Catonensis, agente etiológico da doença. De acordo com estudos, o ser humano participa do ciclo como um “hospedeiro acidental” do verme, ao ingerir alimentos que estejam contaminados por um meio do contato com secreção do animal. Outra forma de contágio é o consumo, (não remendado) destes moluscos parasitados.

 

Atendendo à solicitação de moradores e devido à infestação de CARAMUJOS onde está localizada sua residência, descrevemos abaixo algumas importantes orientações que deverão ser seguidas por todos que residem nessas imediações.

 Cuidados em relação ao caramujo africano

  • Não ingeri-lo
  • Lavar bem as hortaliças, verduras e frutas com água corrente e deixar de molho em solução de água sanitária (cândida) a 2,5% (uma colher de sopa de água sanitária diluída em um litro de água) durante 15 a 30 minutos. Outra maneira é deixar de molho em vinagre (uma colher de sopa de vinagre para um litro de água).
  • Não tocar nos caramujos sem proteção
  • Lavar as mãos com água e sabão, caso haja algum contato com o molusco
  • Não transportá-los nem jogá-los vivos em terrenos baldios, ruas, matas, restingas, córregos etc.

Como fazer o controle restringe-se, basicamente à catação manual periódica desses animais e dos ovos (proteção das mãos com uso de luvas ou sacos plástico) e posterior eliminação, preferencialmente por incineração. Pode-se também coletar os caramujos e posteriormente esmaga-los e enterrá-los acrescentando uma colher de cal virgem para evitar a contaminação do solo.

 

Orientação para controle de Pombos

 O pombo (Columbalivia) é uma ave que faz parte da família dos columbídeos, originária da Europa. Foram introduzidos por volta do século XVI na América do Sul, e se adaptaram aos centros urbanos pela facilidade de encontrar abrigo e alimento. São encontrados no mundo todo, principalmente nas grandes cidades, com exceção das regiões polares. Na natureza, os pombos têm a função de controlar insetos e disseminar sementes das plantas que utilizam como alimento – as sementes são eliminadas nas fezes, prontas para germinar no solo.

Abrigam-se em locais altos, como torres de igreja, forro de telhados, topos e beirais de edifícios, vãos de instalação de ar condicionado, etc. São aves não migratórias e permanecem no mesmo local a vida inteira. Fazem seus ninhos de forma muito rudimentar e com qualquer material, como gravetos de árvores, canudos plásticos, pregos, e até esqueletos de outros pombos sobre seu próprio excremento.

Os pombos vivem de 15 a 30 anos na natureza, e somente de 3 a 5 anos nas cidades. Formam casais por toda a vida, tendo de quatro a seis ninhadas por ano, cada uma com até dois filhotes – os ovos são incubados por 17 a 19 dias. Os filhotes começam a voar com 30 dias, e tornam-se adultos entre seis e oito meses de idade.

Nas grandes cidades há muitas pessoas que alimentam os pombos com milho, pão e até restos de refeições. Recebendo esse alimento, as aves deixam de buscar na natureza os alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e sementes. A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos. Em locais onde há fartura de alimentos ocorre o aumento da população destas aves. Se há escassez de alimentos, a população tende a diminuir até chegar a um patamar de equilíbrio. Sua densidade populacional é relacionada às particularidades dos locais que habitam, e à facilidade de acesso ao alimento e ao abrigo.

 

Riscos à saúde

Vários fungos e bactérias podem se desenvolver nas fezes ressecadas dos pombos. A inalação da poeira desses restos, além do consumo de água e alimentos contaminados por estes micro-organismos, pode causar graves doenças respiratórias, como a Criptococose e a Histoplasmose.

Geralmente, as vítimas destas doenças são pessoas que convivem com grande quantidade de aves em ambientes fechados, sem padrões de higiene e sem controle veterinário, ou pessoas com deficiências imunológicas causadas por doenças pré- existentes.

 

Principais doenças transmitidas por meio de fezes e dejetos dos pombos:

  • Criptococose
  • Histoplasmose
  • Clamidiose
  • Salmonelose
  • Dermatites
  • Alergias

 

Problemas ambientais

  • As fezes dos pombos podem contaminar a água e os alimentos, tornando-os impróprios para o consumo.
  • As fezes ácidas dos pombos causam danos em pinturas, superfícies metálicas, monumentos e fachadas.
  • Em locais onde os pombos são alimentados ocorre proliferação de roedores e insetos.

Métodos de manejo populacional

  1. Medidas de médio e longo prazo.
  • O manejo adequado de restos alimentares, rações, o acondicionamento correto do lixo são medidas relevantes no controle de pombos.
    • Realizar a remoção periódica de ninhos, com coleta e descarte dos ovos e limpeza dos pontos onde os pássaros se abrigam.
    • Não alimentar as aves.
  • Controle de abrigos
  • Vedação de espaços de abrigos
  • Uso de telas protetoras
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